É triste encontrar ex-colegas da universidade na discoteca, mais novas que nós, estragadas (falo de pele, de aspecto, de penteados oleosos, etcetera) que se viram para nós e nos dizem que "Estás igual, não mudaste nada!", com uma expressão desiludida... Como é possível que se estraguem tanto? Que tenham terminado o curso (ao contrário de mim, cuja licenciatura está em "pausa") e não estejam satisfeitos?
Porque não arranjam emprego, porque dependem de projectos, de empregos (para quem tem emprego) que não lhes dão realização pessoal e são mal-pagos... porque se separaram do namorado, que encontraram na cama com outro. OutrO. Não me enganei na última letra. Que foram para a discoteca com os "amigos" mas estão abandonados no canto da pista..
Acho que vou descansar um bocado. Fiquem bem...
Estou farta do bom tempo.
Estou farta de ver sol todos os dias, de me ver obrigada a pôr os óculos escuros.
Estou cansada de ver pessoas a andar de calções e sandálias e bonés.
Quero o frio, a chuva, o tempo "à Londres", os guarda-chuvas esquecidos nos cafés, os gorros de lã, as camisolas de angorá, as botas altas, as gabardines.
Quero as poças de água, as pessoas encolhidas, as luvas de cabedal.
Exijo o cheiro à terra molhada, o tempo nublado, o sol a esconder-se de nós.
As escorregadelas no piso encharcado.
Quero ouvir a música da chuva embrulhada no meu édredon, beber chá preto e ver um filme.
Exijo, portanto, a chegada célere do Inverno!!
Será coincidência que, notícias com títulos como este, "Clima económico melhora em Portugal", coincidam sempre com a época de Saldos, Promoções, Descontos, Outlets do final de estação?
Depois da eliminação do Benfica, FC Porto e Sporting (sem falar do Vitória de Setúbal e Sporting de Braga) para a taça UEFA, nada melhor que uma vitóriazinha do Guimarães contra a equipa polaca Wisla Cracóvia, por 1-0, para dar um pouco de ânimo aos portugueses...
Depois de uma vantagem de dois golos, vi o Porto ir-se abaixo e perder 2-3 com o Artmedia (um club que tem um nome que mais parece de uma empresa de multimédia). Não sei o que é que se passou no intervalo.. A verdade é que depois deste, o Artmedia marcou três golos quase sucessivos sem resposta nenhuma por parte dos azulinhos...
Beberam o champanhe antes de tempo?
Estou desiludida, triste com o meu clube. MUITO!
Belo 112º Aniversário...
Uma conversa vulgar, numa mesa de um restaurante:
Mãe: “O meu filho não vai ter inglês no quinto ano.”
Amiga: “Então porquê?”
Mãe: “As aulas de inglês não são na escola dele, são na outra perto do Centro de Saúde. Achas que estou para acordar cedo e ir pô-lo lá? Ainda por cima, agora que vem aí o Inverno com a chuva e o frio?”
Amiga: “Mas não é obrigatório?”
Mãe: “Ná! Assinei um termo de responsabilidade para não o inscrever. Só vai quando eu quiser.”
Correcção: “Assinei um termo de irresponsabilidade por lhe negar a educação a que ele tem direito para o bem da sua progressão curricular”.
Genial estas mentalidades maternas!! Imagine-se apenas o que seriam das crianças que nascem na Holanda e em Inglaterra (nem falo de países onde neva muito e só têem um Verão de dois meses) se as suas mães e pais pensassem todos assim! Pelo comodismo e ignorância, marchar, marchar!!
Em primeiro lugar, não confundir com o filme de David Cronenberg, do ano de 1996, com a loiraça Rosanna Arquette e James Spader.
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It's the sense of touch. In any real city, you walk, you know? You brush past people, people bump into you. In LA, nobody touches you. We're always behind this metal and glass. I think we miss that touch so much, that we crash into each other, just so we can feel something.
Este é o “Crash” que abana o ano de 2005 (o filme é de 2004, mas só parou nas salas portuguesas este ano) com a sua realidade americana.
Uma realidade que reflecte o racismo escondido. Racismo de negros contra brancos, brancos contra negros, negros e brancos contra chineses, chineses contra persas, que são confundidos com árabes, etcetera.
A realidade das amizades que não existem quando é preciso.
A realidade das amizades que surgem quando menos se espera e é preciso.
Os perigos que vêem donde não se julga haver perigo.
Os crimes de pessoas que parecem inocentes.
Os vícios daqueles que são exemplos para a comunidade.
Os milagres que se explicam. As mortes sem explicação.
A tristeza, a mágoa, a dor de viver numa sociedade multi-racial e multi-racista.
Os julgamentos que se fazem por cor e credo.
Recomenda-se. Para os que andam a dormir no mundo. Pela excelente realização e interpretação. Por tudo.
"Crash" (2004) de Paul Haggis, com Sandra Bullock, Matt Dillon e muitos outros bons actores. Em Portugal está classificado para maiores de 12, mas sou da opinião que deveria ser para maiores de 16.
A banda sonora, a cargo de Mark Isham, em sintonia com as imagens e a história, intensifica as emoções transmitidas para o espectador. Excelente!
Com as aulas da Universidade a começarem, nada melhor que uns "casos verídicos" para incentivar o pessoal a estudarem a sério... Pois são os futuros "doutores" e "engenheiros" deste país à beira mar plantado. Aqui fica:
Curso de Relações Internacionais
Pode dizer-me o que é um genocídio?
- É a morte dos genes.
- Como?
- É a morte dos genes e dos fetos.
Curso de Psicologia - Neurobiologia
- "Onde se localiza o centro de inteligência...?(área do cortex cerebral)
- "Nos Estados Unidos da America.
Curso de Direito
Cadeira de Direito Constitucional, numa universidade lisboeta:
- O Presidente da República pode ir passar três meses de férias nas Caraíbas?
- Não, porque ia ter muitos problemas com a obtenção do visto. Só se o presidente da Assembleia da República metesse uma cunha para ele conseguir o visto de permanência.
Lips are turning blue
A kiss that can't renew
I only dream of you
My beautiful
Tiptoe to your room
A starlight in the gloom
I only dream of you
And you never knew
Sing for absolution
I will be singing
And falling from your grace
There's nowhere left to hide
In no one to confide
The truth burns deep inside
And will never die
Lips are turning blue
A kiss that can't renew
I only dream of you
My beautiful
Sing for absolution
I will be singing
And falling from your grace
Sing for absolution
I will be singing
And falling from your grace
Our wrongs remain unrectified
And our souls won't be exhumed
Do álbum "Absolution", dos Muse, lançado em 2003, mas incluído também no álbum "Absolution Box", editado este ano. Recomenda-se.
Já agora, peço desculpa pela minha ausência... O trabalho tem sido muito, o cansaço proporcional, e é incrível como se chega a 17 horas saturada de ouvir pessoas, ver pessoas, aturar pessoas, ter resposta para as pessoas... Incrível como nos podemos tornar facilmente anti-sociais.
Até à próxima entrada ...
Nunca mais
A tua face será limpa e viva
Nem o teu andar como onda fugitiva
Se poderá nos passos do tempo tecer.
E nunca mais darei ao tempo a minha vida.
Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
A luz da tarde mostra-me os destroços
Do teu ser. Em breve a podridão
Beberá os teus olhos e os teus ossos
Tomando a tua mão na sua mão.
Nunca mais amarei quem possa viver
Sempre.
Porque eu amei como se fossem eternos
A glória a luz e o brilho do teu ser,
E nem sequer me resta a tua ausência,
És um rosto de nojo e negação
E eu fecho os olhos para não te ver.
Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
Sophia de Mello Breyner Andersen - Meditação do duque de Gandia sobre a morte de Isabel de Portugal
O calor ainda se faz sentir, como toda a gente sabe.
As pessoas que podem, ainda vão à praia.
Veste-se t-shirts, saias, calções, sandálias, chinelos, óculos escuros, tops indiscretos e outros mais discretos. As noites estão agradáveis para se beber uma imperial nas esplanadas.
Fui a uma loja de roupa. Comprar dois pares de calças de ganga. Mas tive de sair. Ao entrar, deparo-me com a “Nova Colecção”. Casacos estofados, com golas de pele artificial, calças de bombazine quentíssimas, camisolas de lã grossas, a moda para o frio do Alasca chegou e a roupa para usar no Verão já desapareceu dentro dos armazéns.
O ar condicionado acompanha a paisagem. Deve estar a 20 graus ou menos e é acompanhado por uma ventania fria desagradável.
É psicológico. A malta começa a sentir frio, começa a comprar roupa quente. Quando saem da loja, arrependem-se (suponho eu).
Não vou comprar casacos com três forros nesta altura. Nem camisolas grossas. Muito menos botas de Inverno, quanto mais um cachecol.
Tenho de sair. De volta para o calor, para o Verão. Que ainda não terminou, mas os comerciantes parece que se esquecem disso.
1ª "Atira se és homem!"
2ª - "Atravessa a correr que dá tempo."
3ª - "Ah, não te preocupes, o que não mata, engorda."
4ª- "Fica tranquilo que esta chave de parafusos está isolada."
5ª "Sabes qual é a hipótese de isso acontecer? Uma num milhão!"
6ª "Adoro essa cidade porque é muito tranquila."
7ª "Tem a certeza que não há perigo?"
8ª "O meu sonho sempre foi saltar de pára-quedas. E neste instante vou realizá-lo. E eu mesmo o dobrei!"
9ª "Aqui é o PT-965 descolando no seu primeiro vôo a sós."
10ª "Confie em mim."
11ª "Aqui é o piloto. Vamos passar por uma ligeira turbulência."
12ª "Capacete? Com este calor?"
13ª "Deixa comigo."
14ª "Desce desse autocarro e encara-me de frente, seu paneleiro!"
15ª "Você é grande mas não é dois homens!"
16ª "Kung-Fu nada. Vou dar-te uma tareia que acabo contigo!"
17ª "Pode mexer. É Pitbull, mas é mansinho."
18ª "Conduzo de igual forma com ou sem copos! Não te preocupes que te levo a casa!"
19ª "Não te rales! A minha mota pega bem na estrada mesmo com a chuva!"
“Alguma vez!! Não vais conseguir acordar para ir à praia amanhã mulher! Deitas-te às seis da matina!”
Não é mentira. A parte de que me deito às seis da manhã. Mentira é a parte de não me conseguir levantar para ir à praia. Chego a casa e trago impregnado na pele o cheiro do tabaco que se fuma ao balcão. No meu olfacto o perfume horrível da mulher que acompanha um cliente, um cheiro de fazer desmaiar qualquer um. Nos olhos, os filmes das bebedeiras, das comédias, dos amores e desamores. Nos ouvidos, as discussões, as conversas fúteis, as negociações, as pazes e as derrotas. Nos lábios, o sabor do Safari com ananás.
Chego a casa, este silêncio sabe-me bem. O sol está quase a erguer-se, ainda posso descansar uma hora antes de ir à praia. Deito-me. Durmo. Acordo estremunhada com o rádio a tocar alto uma música do Rui Veloso. A seguir, as notícias, o trânsito que está na capital e no Porto. Porque o resto do país não tem estradas. Nem engarrafamentos. Não existe.
Tomo um duche, doem-me os olhos, preparo-me para a praia, levo na mochila o Senhor dos Aneís em versão de bolso, para me entreter. Saio de casa, e apanho com o sol em cima.
Não se vê ninguém na rua a estas horas. Oito da manhã. Excepto o pessoal das obras, a fazerem musculação. Belo ginásio que arranjaram, em pleno trabalho.
Espero pelo autocarro. Quase ninguém para ir à praia a estas horas. Só três mulheres já entradotas, muito arranjadas, só se repara que vão para o areal porque levam a toalha e a colecção de cremes, hidratantes e bronzeadores. Estão carregadas de maquilhagem, de aneís, pulseiras, brincos, sandálias de salto alto. Haverá alguma festa after-hours na Praia de Faro e ninguém me disse nada??
Chegamos. Atravessa-se a ponte até à Ilha de Faro, como é bom este ar do mar na face logo de manhã. .Vem-me o sonho antigo de morar aqui, o prazer que seria acordar e poder sentir o sol, a areia nos pés, o odor do oceano, tão perto. Em vez de sentir o cheiro da gasolina, da cidade, da poluição…
Há muito por onde escolher ainda, opto por um bocadinho plano, limpo de algas, que a maré já vazou mas esqueceu-se de levar as suas bagagens marinhas.
Deito-me e aprecio o sol que começa a tostar. Adormeço.
E apanho um escaldão.
E agora, acabou o Verão. As férias.
É hora de arrumares as toalhas, o bronzeador, o biquini (eu não que, felizmente, moro no Algarve e ainda está um bom tempo para ir à praia!).
Fazes contas à vida. Malditos créditos que só provocam tentações, que te endividam o teu dia-a-dia e te sugam o ordenado.
Os putos vão agora para a escola, lá se vai uma boa fatia do ordenado para os cadernos, as canetas, a mochila do personagem dos desenhos animados, os livros que os professores escolheram para este ano, ainda pensas no computador que eles precisam para fazer os trabalhos e lembras-te que no teu tempo usavas aquela velhinha máquina de escrever, com as teclas emperradas pelo uso, a fita que saltava sempre no final da folha, a chatice de alinhar as margens, a perfeição que era exigida e o trabalho que dava. As capas feitas em caligrafia, com a caneta de aparo.
Começas a perder a pele, a mudança de pele provocada pelos dias inteiros que passaste na praia, para onde levavas dois guarda-sóis, uma geleira, um saco de sandes mistas embrulhadas em celofane, o pára-vento, as cadeirinhas para os sogros se sentarem. A sogra a bordar, o sogro a apanhar o sol de chapéu enfiado na careca e entretido com as palavras cruzadas.
Trocas as filas de trânsito para a praia pelos engarrafamentos na cidade, buzinadelas, stresses de chegar atrasado ao trabalho, stresses de um patrão que não te dá valor, o stress de ir ao hipermercado, de levar os miúdos à escola, à piscina, ao ténis.
Suspiras e pensas para ti mesmo que as férias não são assim tão diferentes do resto dos teus 335 dias de vida comum, de trabalho.