É simples.
Hoje apeteceu-me um doce.
Bem doce.
Apeteceu-me um crepe de gelado, com chocolate quente por cima.
Simples. Uma bola de gelado de framboesa, outra bola de gelado de manga.
"Não temos chocolate quente."
Este pessoal não se sabe desenrascar. Têem máquina de café, micro-ondas, chapa eléctrica, tudo material que permite aquecer um pouco de chocolate.
Explico a técnica, coçam o totiço (espero bem que lavem as mãos antes de ir fazer o dito crepe) e abanam a cabeça em concordância um bocado dúbia.
Sento-me descansada, converso com a minha amiga, o novo trabalho dela, o curso que está a tirar, o portátil que avariou.
O dono do café vem-me dizer que a cozinheira se enganou e pôs gelado Stracciatella em vez do de Manga. Começa a saga. Quero framboesa e manga. Não é assim tão complicado, acho eu.
Passado quinze minutos, ela volta a enganar-se e pôs-me chantilly em vez do chocolate quente.
Mais uns longos minutos, tinha que me dar hoje esta vontade de comer crepes, logo neste dia em que a cozinheira parece que bebeu de mais na noite anterior.
O crepe chega. O chocolate quente foi colocado sem cuidado, derrama para fora do prato que é demasiado pequeno para o tamanho do crepe que é servido. O gelado de manga está cá. O de framboesa não. Fugiu. Para dar lugar ao gelado de Stracciatella.
Desisto.
Para a próxima vez, vou comer o crepe tão apetecido na Creperia.
É aborrecido que as pessoas sejam tão surdas e BURRAS quando dos clientes depende o ordenado que ganham (eu sei do que é que falo, também trabalho em hotelaria há uns quantos aninhos...).
Outro desabafo. Para não variar.
Os “100 Anos de Solidão”, de Gabriel Garcia Marquez, por €2,99 (1º volume, os restantes vão ser a cerca de €8,00) é uma boa compra para complementar a biblioteca.
Odeio as novas chávenas da Delta, longas, em vez de serem largas, mal dá para mexer o açúcar. Bela maneira de estragarem um prazer tão simples como o de saborear o café.
O jantar de Caldeirada de Tamboril (pena que seja um peixe com tantas espinhas…), com umas poucas amêijoas a complementar o prato, um pudinzinho à sobremesa (lá se vai a minha ‘greve’ aos doces…), num dos restaurantes próximo do Mercado de Faro, com um ambiente simpático, algo ‘idoso’ em termos de clientes, mas que dá um ar catita e típico desta “aldeiazinha” dos Algarves, enche-me de energia para ir trabalhar hoje à noite no bar.
Amanhã é dia de praia. O segundo dia de praia. Correndo o risco de adormecer sobre o areal. Mas estou saturada desta pele esbranquiçada de quem trabalha à noite e dorme de dia… Acompanhada por um bom livro, toalha e protector, será que vou conseguir lá passar mais de duas horas, estendida a "torrar" em vez de ocupar o tempo com alguma coisa útil e produtiva?

.:Mars:.
"You have a great enthusiasm and passion for
all that life has to offer. This is coupled
with a great amount of strength. You know
exactly what you want and are not afraid to go
after it. You love a good challenge and you
have a great deal of stubborness, which helps
you achieve your goals. Your enduring
determination is a great match for your
inventive mind. Your only drawback may be your
difficulty in letting others know how you
feel."
. : : Which Astrological Planet are You? : : . [10 Gorgeous Pics!]
brought to you by Quizilla
Incomoda-me a acomodação das pessoas.
A acomodação com alguém, que não amam.
A cobardia de enfrentarem a solidão de frente.
De enfrentarem a realidade, pura e dura.
Incomoda-me os fretes que fazem.
As “refeições” de negócios com os colegas que nos dão facadas nas costas todos os dias. Como é possível apreciar um bom leitão à bairrada com esse nó no estômago? Engolir o vinho e ele não passar na garganta?
A hipocrisia de um sorriso aliado ao “Bom dia” do vizinho que reclama pelo barulho que as sonatas de Beethoven fazem. Quando somos incapazes de lhe dizer que nos perturba as discussões à hora do jantar com a mulher. Isso sim, é ruído.
Dá-me pena aqueles seres que saem de casa porque são OBRIGADOS a sair, com os amigos que arranjam problemas em todos os locais.
Com os amigos que lhes fodem a cabeça.
Quando, no íntimo, queriam era estar a dormir, a ler, a ver televisão, etcetera.
Incomoda-me pessoas perderem tempo a viverem com quem já não gostam. Como se fossem irmãos.
Dá-me nojo aqueles que dizem que não podem perturbar o seu mundo utópico.
Que não podem ser como são. Que mentem ao dizer que são felizes.
Não dizem o que pensam. Não vivem.
Vivem como actores. Morrem como actores. Não ganham óscares, mas deviam.
Porque ser actor uma vida inteira é obra.
Mais um desabafo.
She came from Greece she had a thirst for knowledge
She studied sculpture at St Martin's college
That's where I....
Caught her eye
She told me that her Dad was loaded
I said "In that case I'll have rum and coca-cola."
She said "Fine,".....
And then in thirty seconds time she said
"I want to live like common people
I want to do whatever common people do
I want to sleep with common people
I want to sleep with common people like you."
Oh what else could I do?
I said "I'll see what I can do."
I took her to a supermarket
I don't know why, but I had to start it somewhere
So it started .... there
I said "Pretend you've got no money."
But she just laughed an said "Oh you're so funny."
I said "Yeah?
Well I can't see anyone else smiling in here
Are you sure you want to live like common people
You want to see whatever common people see
You want to sleep with common people
You want to sleep with common people like me?"
But she didn't ... understand
She just smiled and held my hand
Rent a flat above a shop
Cut your hair and get a job
Smoke some fags and play some pool
Pretend you never went to school
But still you'll never get it right
`cos when you're laid in bed at night
Watching roaches climb the wall
If you called your dad he could stop it all yeah
You'll never live like common people
You'll never do what ever common people do
You'll never fail like common people
You'll never watch your life slide out of view
And then dance, and drink, and screw
Because there's nothing else to do
Sing along with the common people
Sing along and it might just get you through
Laugh along with the common people
Laugh along even though they're laughing at you
And the stupid things that you do
Because you think that poor is cool.
Like a dog lying in a corner
They will bite you and never warn you
Look out.
They'll tear your insides out
`cos everybody hates a tourist
Especially one who thinks it's all such a laugh
Yeah and the chip stain and grease will come out in the bath
You will never understand
How it feels to live your life
With no meaning or control
And with nowhere left to go
You are amazed that they exist
And they burn so bright whilst you can only wonder why.
Rent a flat above a shop
Cut your hair and get a job
Smoke some fags and play some pool
Pretend you never went to school
But still you'll never get it right
`cos when you're laid in bed at night
Watching .... roaches climb the wall
If you called your Dad he could stop it all, Yeah.
Never live like common people
Never do what common people do
Never fail like common people
Never watch your life .... slide out of view
And then dance, and drink, .... and screw
Because there's nothing else to do
I want to live with common people like you.
etc...
Pulp - Common People
Desta música existe também a versão do Capitão Kirk (sim, esse mesmo, do Star Trek!!), o actor William Shatner, com laivos de Bob Dylan, que podem ouvir AQUI.
Retirado do site Duplipensar.net, a opinião de Maurício Gomes Ângelo, com a qual concordo totalmente...
"Este é o típico filme que sabe transformar seus potenciais defeitos em virtudes. Muito fantasioso? Não podemos esperar fidelidade ao real numa história em quadrinhos. Violento demais? A violência é necessária para a atmosfera corrupta. Vazio de significado? O vazio é requisito básico em função de sua temática. Nada disso impede que seja um bom filme, e ele é. Transcreve exatamente a obra de Miller. Há pouquíssimo espaço para criação. Os ângulos, os diálogos, as cenas, os ambientes, a disposição dos objetos, os trejeitos, tudo, tudo foi rigorosamente adaptado das graphic novels. È, anos-luz, a produção cinematográfica mais fiel a seu material de origem. Utiliza-se adequadamente de sua estética noir (ou, para os mais perfeccionistas, “neonoir”), não falta nada: tem um belo jogo de luzes e sombras no indispensável contraste preto/branco, os indefectíveis personagens “mulher fatal de vermelho”, “policial honesto e problemático, porém impiedoso”, “cidade degradada”, e claro, a tensão psicológica de seus elementos. O humor mezzo negro, mezzo irônico, quando funciona, é ótimo, em especial a cena do resgate de Dwight do poço de piche. Possui ainda a câmera intensa de Robert Rodriguez, que acha o ritmo e a cadência certa, tanto nos zooms, como em ambientes abertos ou fechados e não deixa escapar nenhum sentimento (agonia, medo, dor, confiança, sadismo, prazer, revolta). A técnica de utilizar a tela verde, inserindo cenários totalmente criados em computação gráfica, incomoda, e a maioria dos ambientes não consegue sequer se passar por real, sendo um ponto a ser aperfeiçoado na continuação, se almejarem maior plausibilidade (...)"
"Miller passou anos recusando propostas de Hollywood temendo que os produtores “estragassem” suas idéias. Rodriguez trouxe a solução: transpor as coisas exatamente como são. “Sin City”, neste quesito, alcança o sucesso absoluto. Todavia, não há o que estragar. O mal que Hollywood faria - talvez as deixasse ainda mais inócuas – está na própria constituição das idéias. Inocuidade por inocuidade, não faz a menor diferença. Continua tudo em perfeita harmonia no encantado mundo das verdinhas fáceis. A menos que seios e armas signifiquem alguma coisa. E, afinal de contas, não significam?"
Artigo Completo AQUI
Como devem ter reparado os habituais "frequentadores" deste blog, houve uma alteração no layout da página. Qualquer coisa que surja, sugestões, erros na navegação, etcetera, recomendo que reportem como comentário ou por mail.
Agradecida.
Acordo hoje com um torpor na alma, resultado de dormir 12 horas seguidas, um sono cheio de pesadelos e sonhos inconcebíveis, com mulheres que criam filhos para os comer, tal é a miséria que o país se torna; com pasteís de nata a 14 euros cada um; a pessoas que começam a fumar com 40 anos; com a lembrança das nossas avós, mães, tias e outros entes femininos da família, a verem se já comemos o almoço todo, e nós queremos é ir brincar, passear, esfolarmo-nos todos, sem nenhuma destas preocupações que pululam na vida adulta.
Acordo com vontade de ter um "Bom dia!" de alguém. De um irmão, que não tenho; de um amante, que não existe; dos bons dias não-falados, mas sentidos, de um animal de estimação.
Acordo com a necessidade de ter alguém a convidar-me para ir passear, ir ao cinema, alguém a abraçar-me, mas esse alguém não existe.
Acordo com este peso da Solidão em cima de mim.
E estou farta disto tudo.
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...
Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois
Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal...
E tal e coisa...
Rita Lee - Amor e Sexo

Para "lavar" os olhos, nada melhor que dar uma espreitadela na galeria de Stephen Youll e deixarmo-nos levar pelos seus mundos de Dune, Star Wars, Paradox, etcetera. Imaginarmos aventuras através das imagens, deixar os dragões e os robots entrarem por um dia na nossa vida. Esquecermos um pouco este mundo cinzento em que vivemos.
Galeria de Stephen Youll (100 Imagens em formato .jpg)

O Bruno, de Portimão, começou hoje o seu blog. Nos tempos livres, entretém-se a pintar e a desenhar. Finalmente, passado tanto tempo, resolveu fundar o seu blog, onde se podem ver algumas amostras do seu trabalho artístico.
Aqui fica, para darem uma espreitadela (cliquem no link a seguir) :-)
Num bar NORMAL, onde a maior parte dos clientes são sérios (há sempre aqueles que tentam engatar a 'miúda' atrás do balcão) ou putos que querem é apanhar uma bebedeira de caixão à cova (tinha uma vontade louca de usar esta expressão portuguesa!!), é impressionante ver uma resma da população masculina emocionar-se com um programa de televisão (a qual, normalmente, é ignorada, a menos que esteja a exibir futebol/basquetebol/"Vale Tudo" no GNT, etcetera...), no canal Odisseia, acerca de uma leoa que cuidava de uma cria de gazela - ou antílope, já não me recordo bem - que, no final trágico, tão parecido com Shakespeare que matava 3/4 das personagens principais - morre, atacada (e comida...) por um leão.
É chocante ver homens de barba rija, armados em duros e maus, em machões, com a tristeza estampada no rosto e a mudarem - ou tentarem - de conversa, de ponto de atenção, de distracção...
Aqui fica a prova de que os homens, à parte do que muitas mulheres julgam(eu também sou uma, mas não penso assim) têem sentimentos. É preciso é saber chegar lá. Mas não ponham sempre a dar o Bambi, nem o Dumbo, nem o Papuça e Dentuça. Porque a paciência tem limites. Muito mais vale um jogo de futebol. Em que se emocionam quando o Féher morre em campo... Ou outro drama do género, infelizmente uma praga actual nos jogos de futebol e outros.
Já alguém se perguntou, o que se passou depois das duas trilogias do Star Wars? De certeza que sim. Mark Thomas e Dave Macomber tiveram a brilhante ideia de nos ajudarem. Pelos vistos, o tempo é passado a treinar Jedi's para o Lado Negro da Força. Não há bonzinhos aqui.
Venham conhecer o "treinador" de Jedi's (paródia ao 'Count Dooku'), Darth Oz the Great and the Terrible e os 'trainees' Lord Rive e Darth Blight, e o combate que se segue.
Duality é um pequeno filme (cerca de 15 minutos) produzido com a ajuda de programas digitais para criar o cenário, as armas e os fatos dos personagens. O Adobe Photoshop foi um dos programas escolhidos (pessoalmente, faria a mesma opção) para a concepção.
O filmezinho já é de há três anos atrás, mas vê-se bem e recomenda-se.
Os realizadores produziram, antes deste, outro filmezinho, Duel, baseado no Star Wars que podem tirar AQUI
[Para download dos clips - Cliquem com o botão direito do rato em cima do link e escolham "Guardar Destino Como..."]
Para visualização, é necessário o QuickTime.
Descoberta em:
"The American Am-Jam Motorcycle Jamboree"
Do personagem 'Somerset', interpretado brilhantemente por Morgan Freeman:
"(...)I can't live anymore where stupidity is embraced and nurtured as if it were a virtue.
Tradução: Não posso viver mais onde a estupidez é abraçada e alimentada como se fosse uma virtude.
If you don't ignore everything and everyone around you, you go insane. It's easier to smoke crack, and not worry that your wife and kids are starving to death. And, it's so much easier to beat a child till that child finally shuts up, because it takes so much work to love. And, if you bothered to think about the abuse, and the damage, you'd be sad.
Tradução: Se não ignoras tudo e todos à sua volta, ficas louco. É mais fácil fumar crack e não te preocupares se a tua mulher e filhos morrem à fome. E, ainda é mais fácil bater numa criança até que finalmente se cale, porque dá muito trabalho amar. E, se te preoupares em pensar nas violações, e nos estragos, ficarias triste.
(...)
Ignorance isn't bliss, it's a matter of survival.
Tradução: A ignorância não é um dom, é uma questão de sobrevivência.
Mais frases memoráveis do filme AQUI
Novo site adicionado em "Pinceís e Pinceladas": Pedro Amorim's Deviant Art
Em baixo, uma amostra das suas bandas desenhadas:
A espera é amarga e doce como o café que bebes, sentada aqui nesta cadeira metalizada, à luz do luar e das estrelas lá longe.
A demora não é longa, vês a sua silhueta alta e franzina a chegar, passaram-se meses desde que o viste pela última vez. Com cada passo dele, a aproximar-se de ti, a tua garganta fica mais seca, as cordas vocais retraem-se. As saudades são este nó do estômago, este calor que te queima de dentro para fora, o formigueiro nos pés. A alegria de o veres transborda de todos os poros da tua pele e a tua visão adquire uma capacidade de focalização extraodinária, tudo o que está em redor fica desfocado e só ele está ali.
As mãos ficam suadas, pegajosas de desejo, e a capacidade de falar, de organizar letras, de arrumar as palavras em frases com nexo, perde-se momentaneamente.
Num universo paralelo, ergues-te abruptamente do frio do assento, a garrafa de água cai contra a calçada, parte-se, a chávena de café também, e tu corres para ele à velocidade das gotas da chuva que caem. Intercepta-lo, acaricias-lhe a face molhada, os teus olhos fazem um esforço para não saltar das órbitas e ficam-se assim. Beijam-se.
Sentada, a tua imaginação correu célere. Ele chega, mas não se senta na tua mesa. A mulher espera-o três mesas à tua esquerda. E magoa-te que ele não partilhe contigo sequer um olhar, não divida a cor dos seus olhos com a tua.
"Um surdo-mudo foi morto por um mal-entendido."
"A policia encontrou no esgoto um tronco que provém, seguramente, de um corpo cortado em pedaços. E tudo indica que este tronco faça parte das pernas encontradas na semana passada."
"Apesar da meteorologia estar em greve, o tempo esfriou ontem intensamente."
"Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério, para satisfação dos habitantes."
"A conferência sobre a prisão-de-ventre foi seguida de um farto almoço."
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos
como estes pinheiros altos
que em verde e ouro se agitam
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul
eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento
bichinho alacra e sedento
de focinho pontiagudo
num perpétua movimento
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel
base fuste ou capitel
arco em ogiva vitral
pináculo de catedral
contraponto, sinfonia
máscara grega e magia
que é retorta de alquimista
mapa do mundo distante
rosa dos ventos, infante
caravela quinhentista
que é cabo da Boa Esperança
oiro, canela, marfim
florete de espadachim
bastidor, passo de dança
Colombina e arlequim
passarola voadora
pára-raios, locomotiva
barco de proa festiva
alto forno, geradora
cisão do átorno, radar
ultra-som, televisão
desembarque em foguetão
na superficie lunar
Eles não sabem, nem sonham
que o sonho comanda a vida
e que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança
Autor: António Gedeão
Duas horas depois, acordo com o sol a afagar-me a cara, este calor que entra através da janela aberta. Com preguiça, fico na cama, fecho os olhos e vejo-te como te vi no meu sonho, a tua boca na minha, um beijo eterno. E deixo-me ficar, enrolada nos lençóis, ignoro o rádio-despertador e o apitar irritante do despertar do telemóvel, estes sons não existem, no sonho só há música de fundo, qual é a banda sonora? Não sei, serão as Quatro Estações do Vivaldi? O “Storm” da Vanessa Mae?
Sorrio, e este momento de sorrir é tão raro em mim, é uma nova droga que descubro, sem malefícios para a saúde, sem cancro, mas que provoca dependência: a Felicidade. Falta o teu ser corpóreo aqui, para eu abraçar e sentir, para me completar a 110%, a uma percentagem infinita.
Despeço-me da cama, trôpega, quase de directa em cima. Deitei-me às sete da manhã por estar a falar contigo, odeio esta pequena distância que nos separa e é tão intransponível. O futuro devia existir agora, devia existir um sistema de teleporte, como no Star Trek, para ir ter contigo, sem depender de transportes nem de horários..
O duche sabe-me bem, sabe-me bem tudo hoje, o cheiro do gel de banho, o champô nos olhos, não me consigo irritar com coisas que me irritam normalmente. Não me irrito no banco, com a fila que lá está, mesmo sabendo que estão seis pessoas à minha frente. O senhor que me atende tem o mesmo apelido que eu, mas não deve ser por isso que resolve o problema do cartão desaparecido misteriosamento dentro de uma maléfica máquina de multibanco, de uma forma tão amável.
Começa a contagem. Um sorriso. Imprimir umas papeladas na nova loja de informática aqui ao lado (abriu há poucos dias), outro sorriso, dois ou três dedos de conversa. Beber café, mais um sorriso, do empregado mais rezingão da pastelaria. Será o dia do sorriso hoje?
O acumular de sorrisos faz-me esperar um bom dia hoje, nada o pode estragar, nem os bêbados que vou aturar à noite, nem os stresses, nada pode estragar este dia.
E a tarde nunca mais chega para estar contigo, para te ver, como os minutos são tão longos quando se espera por alguém de quem se gosta tanto …
Um Bom Dia para todos.

Imagem de Mike Butkus
Hoje coloquei novos links na coluna ao vosso lado direito. Estão em "Pinceladas e Pinceís" e é para agrupar sites de diferentes ilustradores, desenhistas, pintores, etcetera... Aceitam-se sugestões.
Divirtam-se.
Aguardas com ansiedade que o telemóvel toque, só para ouvires o som suave da sua voz. Estás sentado no café, pedes um descafeinado e uma Frize limão, colocas o telemóvel em cima da mesa e aguardas. O descafeinado vem, suspeitas que é café normal, a Frize limão também, está quase natural, é do calor que se faz sentir cá fora, nesta esplanada a abarrotar de pessoas. Rodeado de pessoas sentes-te sozinho, a tua solidão será apenas apaziguada por um telefonema, por aquela voz suave e simpática dela. Olhas para o écran, regulas o som no máximo, podes não ouvir, às vezes és um bocado surdo, surdez provocada pelo teu espiríto distraído, que se concentra em tudo o que te rodeia e em nada do que de ti faz parte.
A chávena fica vazia, o copo da água também, e o que resta à tua frente é um monte de nada. E a tua solidão permanece, suspensa, à espera que o telefone toque.

You are a wandering shining star
You light up the sky you take me so far (take me far)
One crystal inside my lonely heart
You light up my life I embrace your light (you're my light)
You're my healer
I am lovelorn
In the cool breeze I hear your sweet voice
I'm your treasure
I am forlorn
In the rain I feel your warm tears
I can't forgive God and myself
I should have been there to
Give you strength (be your strength)
One kingdom below the dark blue sea
Hides my lovely Amelie
I love you Amelie
Tema principal do álbum "Lovelorn" dos Leaves's Eyes, do ano de 2004. O grupo tem um novo álbum, intitulado "Vinland Saga", embora, na minha humilde opinião, não tão bem conseguido.
A voz melódica feminina é de Liv Kristine Espenaes Krull, é originária dos Theatre of Tragedy e os restantes elementos (Alexander Krull - voz, Torsten Bauer & Mathias Röderer - guitarras, Chris Lukhaup - baixo, Martin Schmidt - bateria) dos Atrocity.
Lovelorn é um álbum que relata a história de um jovem que perde o seu amor (Amélie) no Mar, qual história inspirada por Shakespeare e relatada pelo depressivo Edgar Allan Poe. Excelente.
A primeira faixa deste álbum, "Norwegian Lovesong", está disponível para audição AQUI
[Façam clique com o botão direito do rato e seleccionem "Gravar Destino Como..."]
Ainda eu gostava de saber porque é que os cibercafés e outros locais (em Faro) que permitem o acesso (pago) à Internet, não possuem uma impressora disponível.
Não percebem a utilidade? Não percebem que podiam ganhar com isso? Nem todos estão para ficar 2 horas à espera de um computador na Biblioteca Municipal, nem têem acesso aos computadores dos pólos universitários de Gambelas e da Penha.
Nem eu tenho culpa de ter ficado subitamente sem tinta na minha multifunções.

Que saudades, que falta me fazias, minha chuva querida!!
Adoro sentir as gotas de água nos meus braços, chegar encharcada ao café, que alegria tão grande me deste, a mim, que há dias longínquos, te insultava e te chamava todos os nomes.
Molhaste todos, sem excepção. O guitarrista que pede moedas à porta do supermercado, o cão que o acompanha, os turistas de calções e chinelos, os esfomeados nas esplanadas dos restaurantes. O bancário que lamenta ter saído com o seu melhor fato, com a sua gravata de seda. A mulher que nunca se há-de perdoar por ter resolvido pintar o cabelo em casa de vermelho e saído com a sua camisa branca, agora irremediavelmente manchada de cor-de-rosa.
A culpa é tua, Chuva.
O chão fica escorregadio, as folhas das árvores e das plantas festejam a tua chegada e só pedem que fiques um pouco mais. Não ouves o seu lamento?
Os bombeiros festejam-te, com esperança de que com a tua vinda, a destruição dos incêndios termine e lhes dê descanso.
As lojas adoram a corrida aos guarda-chuvas, que tinham ficado esquecidos a um canto, dando lugar aos guarda-sóis.
Senti a tua falta, Chuva.
Todos nós recebemos chamadas de telemarketing. Têem produtos novos, ganhou uma viagem fabulosa à Madeira, tem quer ir ao hotel não-sei-quantos receber o prémio, há um cheque à sua espera ao virar da esquina, muita coisa.
É só ofertas à nossa espera.
Como eu, deve haver muita gente que odeia receber essas chamadas. Eu normalmente digo que não estou interessada e que escusam de me telefonar mais. Passado um mês voltam a ligar.
Aqui vão umas dicas para irritar os operadores de telemarketing:
1. Finja-se de gago
Se um operador perde muito tempo com um cliente, é tido como improdutivo e corre o risco de perder o emprego. Use isso a seu favor. Logo na primeira resposta, dê início a uma gagueira insuportável, daquelas em que se leva mais de um minuto para terminar um simples "obrigado". Em dois tempos o operador desligará a chamada.
2. Jogue com as armas dele/dela
Assim que o operador se apresentar, diga: "Desculpe interrompê-lo, mas não posso falar agora. Por que você não me deixa o telefone da sua empresa ou o seu telemóvel que eu ligo mais tarde, depois das dez da noite?". O operador fatalmente responderá que não pode fazer isso e você inicia um discurso sobre as inconveniências de ser importunado no sossego do lar. Outra forma é ameaçar com a DECO e pedir a morada da empresa. Ele/ela desligará antes de você.
4. Interromper a arrumação do lar.
Diga na primeira oportunidade: "Espere um minuto, sim?". Deixe o telefone de lado e aproveite para fazer um chá, lavar louça. De minuto em minuto, convém voltar ao telefone e dizer: "Só mais um minutinho, ok?".
5. Transferência familiar
Diga ao operador para conversar com a sua filha/filho/amiga/cunhada/prima porque você não percebe nada "dessas coisas". Eventualmente, ele responderá que o assunto é consigo e não com a sua família. Faça-se distraído e passe, de preferência, o telefone ao seu filho mais novo. Desistirão.
5. Surdez
Qualquer coisa que lhe for dita ao telefone responda com um sonoro: "O quê?!", ou "Como?!", ou "Não ouvi/percebi...". Nunca responda outra coisa.
7. Conte a história da sua vida
Dê uma de carente. Qualquer pergunta que o operador fizer deve ser respondida com desabafos, casos longos e monótonos de sua vida e confissões de carência. "Que bom que me telefonou... há tempos que eu só conversava com o meu gato.. ninguém me telefona, sabe?" Pergunte se o operador não quer ser seu melhor amigo.
Peça para ele jurar que a partir de hoje ele lhe liga todos os dias.
Nunca mais ele liga.
8. Telefonema erótico
Assim que o atendente terminar a primeira frase diga coisas como: "Que voz tão sensual.", "Isso, hummm, continua, vai, não pára, não. Ohhhhhhhh".
Aborrece-me ter que pagar contas. Odeio filas na TVCabo. Comboios de carrinhos de compras no supermercado. Stressa-me as referências multibanco para pagar a ADSLSapo. E o terror de me enganar num único dígito e de ter que pagar de novo.
Chateia-me este mundo baseado em dígitos, em cartões de plástico, de débito, de crédito, de desconto na livraria, na bomba de gasolina, no mini-mercado, no hipermercado, na loja de electrodomésticos, das Finanças, da Segurança Social, da Universidade, da Telepizza, da sapataria, dos telefones. Fazemos colecção de cartões. Do telemóvel, ou DOS telemóveis, já que pelas estatísticas somos o povo que mais telemóveis tem, por cabeça. Dois. Ou mais. Três. Ou quatro, já que se adivinha a entrada de uma nova rede de telemóveis no mercado, juntamente com a rede fixa.
É a sociedade do plástico. Do micro-ondas. Dos hamburguers da MacDonald's (blagh!). Da infinidade de cartões. Dos pesadelos de perder um cartão, um pin, um número no qual se baseia o nosso conforto.
Nesta madrugada, deixo-vos uma sugestão de um grupo que apareceu recentemente e que não ocupa lugar nos tops nacionais: Jute.
A sua música é definida como "world music", uns toques de gótico aqui e ali, uma melodia que entra rapidamente nos ouvidos e deixa-se ficar com o seu eco. Esta banda é proveniente de Chicago, e é liderada pela voz sensual de menina da vocalista Julie Axis. Boa música para ouvir em discotecas, especialmente no final da noite, para acalmar os ânimos mais exaltados pela bebida e não só.
Quem estiver interessado em ouvir, pode fazer o download das seguintes músicas completas (incluídas em 'A Violent Narcotic', de 2002):
[cliquem com o botão direito do rato em cima do link e escolham "Guardar destino como..."]
É possível também ouvir samples das restantes faixas e ver o Videoclip (em Quicktime) do single "Southern Exposure" AQUI
Para acabar com a discussão de quem é a música, ponho este post.
Conheci esta música, como a maior parte de nós, através dos "velhinhos" Ugly Kid Joe. O mérito da sua letra e composição originais vão, no entanto, para Harry Chapin, que a compôs no ano de 1974. Três covers foram feitas, pelos seguintes grupos e cantores:
- Ugly Kid Joe (a mais conhecida), em 1992, no álbum "America's Least Wanted";
- Ric Mandell, em 2002, no álbum "A Road Less Traveled";
- Ricky Skaggs (cantor de música country), em 1995, no álbum "Solid Ground".
Para finalizar, e para descontrair, podem ver (ainda!) outra versão, "Cat In The Kettle", de Ben Apgar AQUI, com direito a um "videoclip" em Flash (é necessário o Macromedia Flash Player)
Cats in the Cradle
My child arrived just the other day
Came to the world in the usual way
But there were planes to catch and bills to pay
He learned to walk while I was away
He was talkin’ ’fore I knew it
And as he grew he said,
’I’m gonna be like you, dad,
You know I’m gonna be like you.’
Chorus
And the cat’s in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man ’n the moon.
’when you comin’ home? ’
’son, I don’t know when. we’ll get together then.
You know we’ll have a good time then.’
Well, my son turned ten just the other day.
He said, ’thanks for the ball, dad. come on, let’s play.
Could you teach me to throw? ’
I said, ’not today. I got a lot to do.’
He said, ’that’s okay.’ and he walked away and he smiled and he said,
’you know, I’m gonna be like him, yeah.
You know I’m gonna be like him.’
Chorus
Well, he came from college just the other day,
So much like a man I just had to say,
’I’m proud of you. could you sit for a while? ’
He shook his head and he said with a smile,
’what I’d really like, dad, is to borrow the car keys.
See you later. can I have them please ? ’
Chorus
I’ve long since retired, my son’s moved away.
I called him up just the other day.
’I’d like to see you, if you don’t mind.’
He said, ’I’d love to, dad, if I could find the time.
You see my new job’s a hassle and the kids have the flu,
But it’s sure nice talkin’ to you, dad.
It’s been sure nice talkin’ to you.’
And as I hung up the phone it occurred to me,
He’d grown up just like me.
My boy was just like me.
Chorus
Vou ao sotão, e abro aquele baú escondido lá no canto, cheio de pó por cima, acumulado durante um ano em que não lhe mexi… Limpo com a mão e uma nuvem ergue-se acima da minha cabeça, enche-me os caracóis de partículas poeirentas. Ergo a tampa e olho para o interior. Uma confusão.
De fotografias, onde estamos os dois juntos, eu com diferentes penteados ao longo do tempo, o nosso cão de estimação no meio, sorrisos, bocejos, registávamos cada momento da nossa vivência conjunta.
Cartas manuscritas, na linguagem sincera que quem sente, escrita na tua caligrafia de escola primária
Rosas e cravos secos, não recordações do 25 de Abril, mas de momentos que ainda me lembro hoje.
Prendas pequenas, ofertas de grande valor emocional naquela altura…
Os peluches que me faziam companhia na cama quando estavas de viagem pelo mundo e voltavas duas semanas depois, carregado de histórias para contar.
Porta-chaves, que faziam o dever de organizar a chave do correio, a chave do portão, a chave de casa, a chave do carro…
Canetas, com que escrevias as cartas.
Cd’s de música. Que ouvíamos em jantares à luz de velas de várias cores para não ser monótono. Música clássica, música gótica, música rock, pop..
Bilhetes. Do cinema onde íamos, aconchegado-nos na escuridão um ao outro, os dois embrenhados na história e em nós próprios. Rindo em conjunto.
Diários. Do nosso amor e vida nesses anos. Desenhos. Retratos feitos rudemente a carvão.
Falta aqui… faltam aqui os teus beijos guardados numa caixa pequena, de onde eu os tirasse e sentisse uma última vez. Os teus abraços. Devia-te ter cortado os braços, para que me segurassem de novo. As tuas mãos, largas e fortes, em que eu percorria com os meus dedos as linhas da tua palma da mão.
Falta do teu calor aqui dentro. Da tua voz, que devia ter guardado numa cassete. Do teu cabelo, de que podia ter feito um cordel para te prender. Da tua pele, que foi o tecido deste amor. Dos teus pensamentos, que ouvia com tanta nitidez e não os gravava em pedra.
Olho para estes restos, agora não são nada, um monte de objectos, a ocuparem espaço na minha casa e perturbando o meu espírito. Recordações de um tempo que fugiu de nós e não soubemos aproveitar.
A casa está oca de gente. Mas cheia de ti. Mesmo o que não está no baú. Fecho o baú e cerro os olhos, penso no passado e ele responde à minha chamada. Por um segundo, sinto os teus lábios, a tua mão na minha, a tua pele a ferver, a tua voz, as tuas palavras, o teu conforto e paz que me davas.
O meu amigo M!ro fez um belo flash com fotos variadas da concentração... com direito a acompanhamento sonoro!! Excelente trabalho, que podem ver AQUI
Life’s but a walking shadow, a poor player
That struts and frets his hour upon the stage
And then is heard no more. It is a tale
Told by an idiot, full of sound and fury,
Signifying nothing.
Em
William Shakespeare "Macbeth" Act 5 Scene 5
Sintoma 1 - Pés frios e húmidos.
Causa – Estás a agarrar o copo num ângulo incorrecto.
Solução – Vira o copo até que a parte aberta aponte para cima.
Sintoma 2 – A parede da frente está cheira de luzes.
Causa – Caíste de costas.
Solução – Reposiciona o teu corpo num ângulo de 90º em relação ao chão.
Sintoma 3 – A tua boca está cheia de cinza e beatas de cigarros.
Causa – Caíste de bruços sobre o cinzeiro.
Solução – Cospe tudo e lava a boca com um bom gin tónico.
Sintoma 4 – O chão está desfocado.
Causa – Estás a vê-lo através de um copo vazio.
Solução – Pede outro rum-cola.
Sintoma 5 – O chão está a mexer-se.
Causa – Estás a ser arrastado.
Solução – Pergunta para onde te levam.
Sintoma 6 – Vês na água múltiplos reflexos de caras olhando para ti.
Causa – Estás no WC, a tentar vomitar.
Solução – tentar acertar na sanita e não sujar a roupa.
Sintoma 7 – As pessoas falam com um misterioso eco.
Causa – Tens um copo de shot na orelha.
Solução – Deixa de te armar em palhaço.
Sintoma 8 – A discoteca mexe-se muito e a música é demasiado repetitiva.
Causa – Estás numa ambulância.
Solução – Não te mexas… Possível coma alcoólico.
Sintoma 9 – O teu pai está muito chateado e os teus irmãos olham-te com curiosidade.
Causa – Enganaste-te na casa.
Solução – Pergunta se te podem indicar onde é a tua.
Sintoma 10 – Um enorme foco de discoteca cega-te a vista.
Causa – Estás na rua e já é de dia.
Solução – Um café, um bolo e um Gurosan.