
Insônia Respiratória
Antes nunca
Ouvira o invisível poema
Do respirar: não
Ouvira nada
Só o silêncio dos órgãos
Mas o segredo da vida
Era isso
Quando ninguém
Se lembra do corpo
Que de fato
É feito da mesma matéria
Do sono
O poeta brasileiro Sebastião Uchoa Leite, galardoado este mês com o Prémio Portugal Telecom de literatura, morreu ontem aos 68 anos de idade num hospital do Rio de Janeiro, vítima de insuficiência cardíaca, anunciou hoje a sua família
Natural de Timbaúba (Pernambuco), Sebastião Uchoa Leite licenciou-se em Direito e em Filosofia pela Universidade de Pernambuco. O seu primeiro livro de poesia, "Dez Sonetos Sem Matéria", foi publicado em 1960, seguindo-se, entre outras, "A Ficção Vida", "Uma Incógnita" e "Espreita".
Os homens são como um bom vinho.
Começam como as uvas e é dever das mulheres pisá-los e mantê-los no escuro durante longos anos até se tornarem em algo que valha a pena apresentar num jantar.
...
LOL.

Há uma parábola budista, sobre um grupo de cegos que examinam várias partes de um elefante. Todos eles conseguem descrever a parte que lhes cabe, mas ninguém tem a percepção do todo. Esta alegoria é também aplicável à tragédia que aconteceu num liceu do Minnesota, onde dois alunos armados assassinaram colegas e professores.
Baseado parcialmente neste massacre, o realizador Gus Van Sant apresenta-nos «Elephant», cuja acção se desenrola num dia num típico liceu norte-americano.
O resultado é um murro no estômago, uma obra que vai incomodar, com uma violência cortante e feroz que promete deixar o espectador desconcertado, e sem qualquer consideração moral a que se possa agarrar. Um filme audaz que recebeu uma surpreendente Palma de Ouro no último Festival de Cinema de Cannes.
Talvez uma diferente perspectiva sobre o que se passa em nosso redor, sem razões lógicas, e que às vezes nos passam ao lado ou nos atingem directamente...

Spend all your time waiting
for that second chance
for a break that would make it okay
there's always one reason
to feel not good enough
and it's hard at the end of the day
I need some distraction
oh beautiful release
memory seeps from my veins
let me be empty
and weightless and maybe
I'll find some peace tonight
In the arms of an angel
fly away from here
from this dark cold hotel room
and the endlessness that you fear
you are pulled from the wreckage
of your silent reverie
you're in the arms of the angel
may you find some comfort there
So tired of the straight line
and everywhere you turn
there's vultures and thieves at your back
and the storm keeps on twisting
you keep on building the lies
that you make up for all that you lack
Don't make no difference
escaping one last time
it's easier to believe in this sweet madness oh
this glorious sadness that brings me to my knees
In the arms of an angel
fly away from here
from this dark cold hotel room
and the endlessness that you fear
You are pulled from the wreckage
of your silent reverie
you're in the arms of the angel
may you find some comfort there
you're in the arms of the angel
may you find some comfort here
Sarah McLachlan - "Angel"

"Como o sangue, corremos dentros dos corpos no momento em que abismos os puxam e devoram. Atravessamos cada ramo das árvores interiores que crescem do peito e se estendem pelos braços, pelas pernas, pelos olhares. As raízes agarram-se ao coração e nós cobrimos cada dedo fino dessas raízes que se fecham e apertam e esmagam essa pedra de fogo. Como sangue, somos lágrimas. Como sangue, existimos dentro dos gestos. As palavras são, tantas vezes, feitas daquilo que significamos. E somos o vento, os caminhos do vento sobre os rostos. O vento dentro da escuridão como o único objecto que pode ser tocado. Debaixo da pele, envolvemos as memória, as ideias, a esperança eo desencanto."
Antídoto - José Luís Peixoto
Desculpem lá não ter actualizado o meu blog. O trabalho não dá descanso, o descanso necessitado não espera, os sofás aguardam e chamam-me com o seu apelo sedutor quando chego a casa. Ando a fazer horas extra, é necessário para ter alguma coisa na vida, estive com muitas preocupações nesta semana que passou, desculpem lá, mas peço a vossa compreensão.
Abraços a todos :-))

Vou-me deitar agora. Os lençóis aguardam-me, ansiosos pela minha presença. Eu ansio pelos cobertores a aquecerem os meus pés gelados. Adoro a minha almofada, levo-a sempre nas minhas viagens, não há melhor companhia. Relaxa-me bater na almofada para a pôr da maneira que eu quero, o seu tecido de flanela quente contra o meu rosto. Viro-me várias vezes até encontrar a minha posição de adormecer. Sim, porque a dormir mudo várias vezes. Ajeito os cobertores até às orelhas, porque as tenho também geladas. Cerro os olhos e só escuridão. Vou adormecendo.. Penetro no fundo do meu subconsciente e aí vejo filmes, os meus sonhos e os meus pesadelos. Altero-os se não me agradarem. Embalo-me neles quando gosto, dou-lhes incentivos, as minhas esperanças futuras. Construo castelos no ar, vôo, mergulho no Oceano, tenho encontros com personagens estranhos em locais estranhos, inexistentes. Deixo a minha mente fantasiar à vontade.
E, de súbito, como se apenas 1 segundo se tivesse passado após adormecer, ouço o despertador do telemóvel a tocar, e apetece-me que, esse sim, se torne num sonho e que os meus sonhos se tornem realidade..
Ainda não aconteceu. Não estou na 5ªdimensão, mas sim na dura vida real, com barulhos de telemóvel, despertadores, o despertar sonolento de uma pessoa despenteada, o tomar um duche quente para despertar, o pequeno-almoço simples, o vestir bem quente e pentear o cabelo rebelde. E o ir trabalhar. É pena não ser um sonho. Mas é bom ter sonhos que nos dão alento para a vida e nos abrem os olhos para o que nunca pudemos ou puderemos vir a ver e a reparar...

Ando pela rua, sinto as gotas de chuva gelada a bater-me na cara, o reflexo das nuvens escuras nas minhas pupilas, o relâmpago é o meu bater do coração. Vou escorregando nos passeios e não chego a cair. A tristeza abate-se sobre mim, como a chuva se abate sobre a cidade, escurecendo-a, entristecendo-a. Quero-te dizer adeus mas não consigo. Estás longe, enterrada a 2 metros abaixo do chão. Quero-te dizer adeus pessoalmente e continuar a seguir a minha vida, não consigo. Só me lembro de ti, já me deixaste. Trocaste-me por uma caixa de madeira, por vermes a devorarem a tua carne até deixarem os ossos, pelo Tempo que não tem misericórdia e que há-de fazer-te desaparecer sem me dizeres adeus.
Disse-te "Até Logo", não sabia que era a última vez que te ia falar, a última vez que te via ali na cozinha a fazer o pequeno-almoço para o meu irmão, não sabia. Desculpas-me? Deveria-te ter dito: "Adeus, mãe", mas apenas um "Até logo", como se não acontecessem acidentes, nem ataques de coração. Nem nada.
O meu irmão não percebe, para ele desapareceste. Não há retorno. É mais novo, lembrar-se-à menos de ti? Eu tenho-te todos os dias aqui, dentro de mim. A saudade de te ouvir a acordar-me para não chegar tarde a qualquer sítio, a bela açorda à alentejana que fazias, a roupa a cheirar bem, a tua cara a cheirar a creme Nivea, elegante como sempre. O teu cabelo impecavelmente arranjado, mesmo no dia do funeral. Tive a sensação de que estavas viva e de que te iam enterrar viva. Queria-te sentir, ver um movimento, por muito leve que fosse. Talvez as lágrimas iludissem. Talvez os anjos da igreja. Ficas-te... Hirta, fria. E foste. Sem dizer-me adeus.
Apenas...
Até logo.
You look so Fine
I want to break your heart
And give you mine
You're taking me over
It's so insane
You've got me tethered and chained
I hear your name
And I'm falling over
I'm not like all the other girls
I can't take it like the other girls
I won't share it like the other girls
That you used to know
You look so fine
Knocked down
Cried out
Been down just to find out
I'm through
Bleeding for you
I'm open wide
I want to take you home
We'll waste some time
You're the only one for me
You look so fine
I'm like the desert tonight
Leave her behind
If you want to show me
I'm not like all the other girls
I won't take it like the other girls
I won't fake it like the other girls
That you used to know
You're taking me over
Over and over
I'm falling over
Over and over
You're taking me over
Drown in me one more time
Hide inside me tonight
Do what you want to do
Just pretend happy end
Let me know let it show
Ending with letting go {3x}
Let's pretend, happy end {4x}