Sinto falta da tua voz quente, do abraço silencioso que ela dava através do telefone, quando estavas longe em trabalho. Sozinha na varanda, ao ar da noite, pressinto a tua presença invisível ao meu lado, mas tu não estás lá, não sei se estás ou não estás, fico sempre naquela dúvida, porque olho para o meu lado e apenas vejo a noite, a luz do luar sobre aquela árvore que plantaste com tanto gosto quando o nosso filho nasceu.
Vou envelhecendo e tu ficas sempre igual. Quando estou triste, parece que apareces, tal fantasma, poisas a tua mão fria na minha, sinto um arrepio na espinha como se estivesses lá.. Mas não estás, só a noite fria e insensível.
A casa está vazia, o filho já está casado e com filhos, lá longe, no norte. A árvore está bem crescida, viçosa, apenas amarelada pelo rigor do Inverno. Mantenho-a viva, tu moras dentro dela, a tua lembrança.
Faz-me falta a tua voz. Não gosto que telefonem a perguntar por ti. Gostava que pusessem uma campa sobre o teu nome na lista telefónica, adorava ser a única a lembrar-se de ti. Sou egoísta por ti. Quero-te só para mim, quero que o mundo esqueça que tu já viveste, odeio que chamem por ti ao telefone, odeio ver cartas endereçadas a ti. Derramo lágrimas quando te chamam, lágrimas de saudade, de amor, de bons momentos, de tristeza por já cá não estares.
Quero guardar a tua voz. O teu nome. Apenas dentro de mim. E que ela morra comigo, nunca me abandone...
Ódio produz casamentos duradouros. O ódio não suporta a idéia de ver o outro voando livre, para longe... O ódio segura, para que o outro não seja feliz. O ódio cola mais que amor. Porque o amor deixa o outro voar...Rubens Alves
É por isso que há tantos casamentos infelizes, tanta gente casada infeliz, e tanta gente cega de amor quando o que recebe do outro lado é unicamente ódio, desprezo e porrada...
Se você já se decepcionou com conflitos em suas relações com amigos ou com pessoas queridas, precisa compreender que cada relação é única. Para nos sentirmos satisfeitos, não precisamos ter relacionamento com todo mundo, e sim se alegrar com nossos relacionamentos felizes e administrar da melhor maneira possível os relacionamentos problemáticos.
Tamara (1997)
Cada relacionamento, amizade, conhecimento é um investimento. Há que ter consciência disso. É uma experiência nova e não devemos ser afectados pelo que deu errado com as outras pessoas e assumirmos que os seres humanos são todos iguais quando cada um é como é...
Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.
Sophia de Mello Breyner Andresen, Mar Novo (1958)
Nascemos a Chorar...

Choramos quando somos novos e nos obrigam a fazer coisas que não queremos...

Choramos quando perdemos alguém...

Choramos quando nos magoam... Por dentro e por fora...


@George Schlossnagle - Serenity
O que é que esta menina, Rekha, do Nepal estará a ver??
Tanita Tikaram. Uma cantora da minha adolescência, com a canção "Twist in My Sobriety" (1988). Lembrei-me dela quando a vi e ouvi no VH1 - Best of 80's.
O último álbum dela foi editado em 1998. Desde então, desapareceu de cena, não sabendo nada dela. É difícil saber quando a maior parte dos fan-sites, unofficial sites e official sites nunca mais foram actualizados desde o ano 2000.
Ké feito dela ? Enquanto vou investigando, fica aqui a letra da música "Twist in My Sobriety"... Um belo poema cantado:
All God's children need travelling shoes / Drive your problems from here
All good people read good books / Now your conscience is clear
I hear you talk girl /Now your conscience is clear
In the morning I wipe my brow / Wipe the miles away
I like to think I can be so willed / And never do what you say
I'll never hear you / And never do what you say
Look my eyes are just holograms / Look your love has drawn red from my hands / From my hands you know you'll never be / More than twist in my sobriety
We just poked a little pie / For the fun people had at night
Late at night don't need hostility / The timid smile and pause to free
I don't care about their different thoughts / Different thoughts are good for me
Up in arms and chaste and whole
All God's children took their toll
Look my eyes are just holograms / Look your love has drawn red from my hands / From my hands you know you'll never be / More than twist in my sobriety
Cup of tea, take time to think, yea / Time to risk a life, a life, a life
Sweet and handsome / Soft and porky
You pig out 'til you've seen the light / Pig out 'til you've seen the light
Half the people read the papers / Read them good and well
Pretty people, nervous people / People have got to sell
News you have to sell / Look my eyes are just holograms
Look your love has drawn red from my hands / From my hands you know you'll never be / More than twist in my sobriety
Como estragar uma bela Harley Davidson...

Tempo Médio para ter um Orgasmo - 75% dos homens têm o orgasmo 2 minutos após a penetração. As mulheres demoram pouco menos de 4 minutos a atingir o orgasmo durante a masturbação e entre 10 e 20 minutos durante a penetração.
Duração Média do Orgasmo - 3 a 5 segundos nos homens e 5 a 8 segundos nas mulheres
Acidez Média da Vagina - entre 4 e 5 na escala do pH, ou seja, razoavelmente ácida (mulheres não são fogo, são ÁCIDAS!!! )
Alcalinidade Média do Sémen - 7.0 a 8.0 na escala do pH, ou seja, mais pró básicos... como em tudo.
Ângulo Médio de Erecção - 15 graus acima da horizontal (vamos a estudar um bocadinho de trigonometria... ;-)
Velocidade Média da Ejaculação - o esperma é projectado para fora do pénis a 45 Km/h. Quando entra na vagina, demora 5 minutos para atravessar os 15cm de território até ao cervix (1,8 m/h). É só speed!!!
Conteúdo Calórico Médio da Ejaculação - entre 2 e 5 calorias (cuidado, meninas das dietas!!)
Mais Recordes Sexuais aqui
Dormes sossegado, sem preocupações, como se deve dormir. Sentada a teu lado, observo-te, uma criança em corpo de adulto quando está a dormir. Não há diferença. Os "crescidos" ficam crianças quando dormem. Não mudam de posição desde pequenos. As preocupações deixam-se nas pantufas, as chatices na casa de banho, o sol fica lá fora, impedido de entrar pelas janelas encerradas. O luar penetra no nosso cérebro, provocando os sonhos e pesadelos, escadas sem fim, labirintos insolucionáveis, pessoas que não existem, pessoas que já existiram, locais de sonho e de tempestades.
Acaricio-te a cara e imagino-te daqui a uns anos. Será que vais ficar com muitas rugas? Como será que o cabelo irá embranquecer? Estaremos juntos? Acontecerá alguma coisa?
De repente, sinto que quero segurar todos os momentos que posso passar contigo nas minhas mãos, pequenas demais para manter tanta imensidade, e guardá-las numa arca bem protegida. Não quero perder esses momentos, não os quero marcados por cicatrizes desnecessárias, de erros feitos. Quero manter-te assim no meu coração e na minha cabeça. Não me imagino sem ti. Fazes parte do meu mundo e eu faço parte do teu.
Fica. Não morras. Não definhes. Receio as doenças, a velhice, o definhar do ser humano, os funerais dos animais de estimação, o tempo perdido...
Tears In Heaven (by Eric Clapton & Will Jennings)
Would you know my name
if I saw you in heaven?
Would you feel the same
if I saw you in heaven?
I must be strong and carry on
'Cause I know I don't belong here in heaven...
Would you hold my hand
if I saw you in heaven?
Would you help me stand
if I saw you in heaven?
I'll find my way through night and day
'Cause I know I just can't stay here in heaven...
Time can bring you down, time can bend your knees
Time can break your heart, have you begging please...
Beyond the door there's peace I'm sure
And I know there'll be no more tears in heaven...
Would you know my name
if I saw you in heaven?
Would you feel the same
if I saw you in heaven?
I must be strong and carry on
'Cause I know I don't belong here in heaven...
Achei a música adequada... Talvez por ter sido inspirada, não por uma morte de uma mãe ou pai mas pela de um filho. Uma dor semelhante, de quando a nossa semente morre.. Quando nós deveríamos ir antes dela.

O coração falha quando menos se espera. Falha quando menos os outros esperam. Não há avisos. Apenas uma picada súbita. Talvez a sensação de vertigem súbita, a escuridão sem fim. O coração parado, desprovido do seu baterista. Alguém que nos transporta para o Hospital. Barulho, doentes de um lado e do outro. A inconsciência do que nos aconteceu. A consciência dos familiares, amigos, a sua preocupação, nervosismo, pressentimentos de que aquilo pode ser mais do que uma falha. Pode ser uma avaria sem reparos.
A despreocupação de estar livre desta cápsula que nos alberga aqui na Terra. A preocupação de ter perdido um ente querido do qual ficaremos sempre com a sensação de que partiu demasiado cedo, que tinha tantas coisas para presenciar, tantas coisas para conversar, para discutir, para amar. O stress de estar no Hospital à espera de notícias. A notícia de que ele desapareceu. Morreu. Faleceu. Foi para as estrelas, para os mais pequenos. As lágrimas que irrompem sem controle, os abraços à família, aos amigos. O telefonema para o trabalho para dizer que amanhã não pode ir trabalhar, apetece-lhe ficar naquele luto algum tempo, mas o tempo não tem sentimentos e continua a avançar, rápido sem dar oportunidades a lutos prolongados. É o nosso mundo de hoje. Acelerado.
Foi o que aconteceu a uma colega minha de trabalho. A mãe morreu-lhe de ataque cardíaco... Os meus pêsames sinceros, Sandra.
Não há pior coisa do que ter um gato em casa com o cio. Não há mesmo. Rastejam como se num exercício de comandos estivessem, fazem operetas para os vizinhos ouvirem, ficam chatos e extremamente 'pegajosos'. Acordam a meio da noite e decidem andar a rebolar pelo chão. Ficam estúpidos. Um animal inteligente que fica estúpido quando está com o cio. De alguma maneira, também os seres humanos ficam 'estúpidos' quando estão a precisar urgentemente de dar uma queca... Necessidades fisiológicas. Enfim..

O poeta português João Rasteiro recebe no dia 7 de Novembro, na Sala do Cenáculo do Parlamento Italiano, o prémio Publio Virgílio Marone, atribuído no âmbito de um concurso internacional, pelo poema "A Dança das Mães".
Nascido no Ameal, em Coimbra, em 1965, o poeta já fora galardoado, há dois anos, com uma menção honrosa na VI edição do concurso internacional Città di Vado - Poesia Sulle Piastrelle, em Zacem (Itália).
Prepara-se para publicar, no próximo mês, o seu segundo título, "No Centro do Arco", após ter lançado o livro de poemas "Respiração das Trevas".
in Público
Continuem a ler Poema "Dança das Mães", por João Vilela Rasteiro
Na beleza incurável das feridas
alimentam-se mães sem trégua.
Nos rios secos, batem e batem os corações
alimentados em sangue frio e espesso.
Que é lívido.Que procura as raízes.
O coração é um bicho estranho, que vai caminhando
gota a gota.E as feridas imprudentes
aproximam-se das mães, imprudentes ao peso
de cada sopro. O amor eternamente feroz.
E as feridas das mães, são cada vez mais belas.
O medo caminha violentamente mais perto,
no corpo, na cara, nas vértebras e no ventre
onde se abriga com seu volúvel volume,
o silencioso amor de mãe.
Sob a folhagem da água, mães cansadas
da aridez que as toca, incendeiam-se através
dos filhos.E os filhos, esse chumbo cravado
nas asas, esse projecto que sobre o mar se estende,
alimenta as feridas pelos tendões.
As mães debicam sobre a areia a sua rota clara,
até ao fim do mundo.Como pela última vez.
Sobre a montanha, um filho incorpora-se na beleza
incurável das feridas, enquanto mães tacteiam
a pedra, até ser flor.
Por vezes sangram e cantam, secam os olhos,
arrancam os sexos e em permanente luta, corpo
a corpo, o amor estende-se, mas os gestos
são frios, neste caminhar obsceno
de pessoas sem frutos.Há-de caber numa gota, todo
o tempo, de uma vida sem história.
(Retirado de Usina de Letras)
"There Is No Gene For The Human Spirit"

Acabei de ver o filme "Gattaca" (1997) na TVI. Pena exibirem filmes desta qualidade a uma hora tão tardia e com tantos intervalos de longa duração pelo meio.
É um filme de ficção científica... Mesmo científica, com bases sólidas em que se pode sustentar, como sejam a manipulação genética que na actualidade já está extremamente avançada, as maneiras de contornar os "defeitos" que, num futuro próximo, irão distinguir pessoas qualificadas de não-qualificadas, com base no seu património genético.
Aconselho a verem. Original, com um bocadinho de crime pelo meio que, francamente, não fazia falta à história mas também não lhe retira o interesse. Conta com interpretações de Uma Thurman(Irene) e Ethan Hawke (Vincent), nos principais papéis. O cenário mistura simplicidade futurista com carros dos anos 50, sessões de música clássica, painéis solares e o mar eterno.
Adorei. Vale a pena estar até tarde a ver filmes destes, admito.
Curiosidade: o título do filme, GATTACA, é composto pelas iniciais das 4 proteínas que formam o DNA (A, G, T e C)
Neste momento estou a (re)ler o livro "Deus das Pequenas Coisas" de Arundhati Roy, escritora premiada com o Booker Price.
Aqui fica um excerto do livro.. Uma boa definição do silêncio a que alguns se remetem:
"Uma gota calada flutuando num mar de ruído.(...)
Quando o mutismo chegou, ficou e alastrou em Estha. Estendeu-se para fora da cabeça e envolveu-o nos seus braços pantanosos. Embalava-o ao ritmo de uma pulsação antiga e fetal.
Enviou os seus tentáculos furtivos e viscosos para que se insinuassem pelo interior do crânio, sugando os montes e vales da memória, desalojando velhas frases, empurrando-as para longe da ponta da sua língua.
Despiu os seus pensamentos das palavras que os descreviam, deixando-os podados e nus. "
"ANTIDOTE"
Here's to the fear for keeping us alert
And here's to sleep for making understand
Here's to the crowning roots
(placing us nowhere)
Here's to the laughable wings
(taking us nowhere)
Here's to the eve of the day which will never come
And here's to retreat to ease the pain
Here's to resistance
(laughing at ourselves)
Here's to defeat- how dare you come so late?
The cup is empty, shall be filled no more
And all the thirsty can now approach
The antidote.
O que nunca iremos querer ver no nosso browser:

A nova publicidade da Renova tem um certo erotismo e apelo ao sexo... É díficil é adivinhar a relação entre lenços de papel, papel higiénico (talvez para limpar os "restos" do acto sexual), pensos higiénicos, guardanapos de papel...
Ficam aqui algumas imagens:
Arrancando os Slips...

Tirando os Slips, parte II

Mais imagens podem ser vistas nos jornais e brevemente em autocarros... Vamos ficar todos "RENOVados".
Ah! Sons sugestivos irão estar também associados às imagens.. Podem tirar o mp3 aqui
Reparei que os maços de tabaco têem aqueles dísticos ridículos. As cigarrilhas também. Nos charutos ainda não reparei.
Mas no que reparei é que nas carteiras de tabaco para enrolar ainda estamos livres dessa perseguição de frases deprimentes e às vezes cheias de "gozo" (como aquela "Fumar é altamente viciante. Não comece a fumar"). Não conheço ninguém que vá comprar tabaco só por desporto, a não ser que seja o filho dedicado de algum pai que vá comprar. E mesmo assim, é proibido vender a menores de 16 anos.
Bom, agora passei a fumar tabaco de enrolar. Se não tem avisos, pode ser que faça menos mal. Mas ao menos não tenho de aturar a literatura dos maços de tabaco. E fica mais barato. Cada carteira de tabaco custa €1,50, os filtros e as mortalhas também não são muito caras, e pelo preço de um maço de tabaco posso fazer 50 ou mais cigarros. Vale a pena.
Quero ver se deixo de fumar. Isto é um vício dos grandes.
Mas acho que todos os fumadores têem consciência disso e querem deixar. Mesmo que seja só um pequeno bichinho dentro deles. Que vai crescendo proporcionalmente aos anos de Fumador.
Porém, não é pelos avisos que deixam. Ainda torna mais apetecível. Fruto proibido é mais apetecível.
Elas andam aí.
São velhas.
Andam aos pares.
Não parem quando as virem a dirigirem-se na vossa direcção.
Fiquem surdos quando elas digam "Só lhe queria ler uma passagem da Bíblia."
Não esperem que elas tirem a Bíblia.
Fujam o mais depressa que puderem.
Refugiem-se num supermercado, num prédio, num caixote de lixo.
Pergunto-me se Deus pagará horas extraodinárias para estas CHATAS de JEOVÁ nos interpelarem a um Domingo. Eu sei que é dia de ir à igreja. Mas se quiser ir, sem bem onde é...
E a Bíblia há em qualquer Biblioteca pública para se poder ler umas "passagens".
Se elas fossem como as gajas a seguir, se calhar atraíam mais a atenção.. Pelo menos, da parte dos homens...

I close my eyes,
only for a moment,
and the moment's gone
All my dreams,
pass before my eyes,
a curiosity
Dust in the wind, all they are is dust in the wind.
Same old song
just a drop of water in an endless sea
All we do
crumbles to the ground
though we refuse to see
Dust in the wind, all we are is dust in the wind
Don't hang on
nothing lasts forever but the earth and sky
It slips away
and all your money won't another minute buy.
Dust in the wind, all we are is dust in the wind
Esta música faz mesmo pensar. É do grupo Kansas, já é antiguinha. Como, em inglês, se costuma dizer nos funerais..
(...) and we are mortal, formed from the dust of the earth, and unto earth shall we return. ... (...)
Do pó da Terra somos feitos e para ela voltaremos, algum dia destes.. Mas nesta sociedade consumista, parece que somos todos imortais, que nunca morreremos, que teremos fortunas infinitas, que podemos trabalhar infindamente, sem nunca dispensar tempo para estarmos connosco próprios... E assim, nos perdemos. E é cada vez mais difícil encontrarmo-nos, só objectos, atracções que nos tiram foram de nós para castelos no ar, que se desvanecem mal... mal atirem a última pá de terra em cima do nosso caixão.

Que homem não gostaria de se deitar numa cama com esta, coff coff, "colcha"? Mas de preferência devidamente "recheada", coff coff. Estou com catarro hoje ;-)

Vá, peguem na Maria, atirem-na prá cama, pró chão, não interessa, e TRUCA-TRUCA!!
(à falta da Maria ou do Mario, peguem na boneca insuflável e/ou no vibrador... ;-)
Imaginem...
Vão a um restaurante com um grupo de amigos.. O empregado de mesa parece que fugiu num foguete. Quem vem à mesa tirar o nosso pedido é o cozinheiro.
Imaginem.. O cozinheiro é que vos traz a bebida. Traz-nos as entradas, os pratos principais, pergunta-nos o que é a sobremesa, trás a sobremesa.
Imaginem... a empregada (Afinal é empregada) passeia-se no restaurante, bamboleia as ancas como se estivesse numa passerelle ao lado da Cindy Crawford. Não é portuguesa. Percebemos quando ela vem à mesa e nos fala em espanhol "Quieren algo mas?"
Pedimos 2 cafés duplos, 2 cafés normais. Um whisky.
De volta (passado meia hora e um cinzeiro cheio), trás os dois cafés duplos.. com colheres de café normal. Pequenas para o tamanho da chávena. O whisky fugiu. Talvez também num foguete.
Com delicadeza, voltamos a pedir os 2 cafés. E o whisky, claro. Ela resmunga entredentes, atira com o rabo de cavalo para trás e abanando-se ainda diz que "Ahora vai demorar um bocado". Arranhando o português, sempre.
Olhamos uns para os outros e perguntamos quem estará a pagar o ordenado a esta espanholazita de meia-tigela. Será que ela não percebe que são os clientes???
Voltaremos lá. Mas da próxima, pediremos o livro de reclamações. E ai dela que não perceba o que dizemos. Em bom português, claro.

AiiiiiiiAH!
Sou o seu insecto favorito!! Pratico KARATÈ contra todo o spam que recebe!!
Não há nada mais aborrecido que irmos darmos uma olhada ao nosso email e encontrarmos montes de emails que não foram pedidos, que não nos trazem nada de interesse e que ocupam IMENSO espaço na nossa caixa de email.
É o chamado Spam, Bulk Email, Mass Email.
Ora, vejamos o que tinha eu hoje no email. Ofertas de cartões de crédito, de produtos milagrosos para perder as gordurinhas indesejáveis, livros grátis na compra de um, cinco garrafas de vinho da California na compra de três, carros fabulosos à sua espera mesmo ali ao virar da esquina, as dívidas que você não tem, mas que se podem resolver à mesma mediante o sistema de crédito e "ajuda" do banco não-sei-quantos, sistemas de ganhar dinheiro "INFALIVEIS!!" (então, porque é que os partilha com toda a gente?? Não será melhor guardar os números do totoloto para si?), pílulas, tudo o que possam imaginar!! Vestidos para o seu gato, cão, cupões grátis, cartões de visita, concursos de currículos, amostras de champô e um convite para a Conferência de Fonoaudiologitas Neonatais, em São Paulo.
Quando pensamos que não há mais nada... Eis que surge algo novo.. De que não fazemos a menor ideia do que é. Será alguma nova medicina natural, alternativa ??
[Imagem retirada do site Explore Cornell - Carbon Dust Illustrations]
"Morrer é quase nada, horrível é não viver"
Vitor Hugo

Naquele dia, ela foi trabalhar como normalmente. Sentou-se ao telefone e foi digitando os números de telefone da lista que tinha em frente. “A ver se hoje consigo vender pelo menos uma embalagem de vitaminas”.
Em 8 horas de trabalho, ouvia mais pessoas através do auscultador do que a maioria do mundo ouvia durante uma semana inteira ou mesmo um mês inteiro.
“Não estou interessada”, “Isso são mentiras”, “Já sou velho, as vitaminas não são Viagra, pois não?”
Ouvia todo o tipo de respostas.
O número de telefone a seguir revelou-se uma surpresa num trabalho que normalmente não tinha grandes surpresas.
“Ajude-me, por favor, ajude-me”
Desligaram.
Ela voltou a ligar no segundo imediatamente a seguir.
A menina da empresa de telecomunicações respondeu-lhe “O número para o qual marcou não está atribuído”.
Saiu do escritório abalada. Isto nunca lhe tinha acontecido.
No dia seguinte, percorrendo o mesmo caminho, voltou ao escritório.
As mesmas respostas monótonas.
Até que chegou a outro número. Especial, podemos dizer.
“Ajude-me, por favor, ajude-me!!!”, com uma voz rouca, vinda lá do fundo. Como se viesse de todo o lado e de nenhum.
Re-ligou. Desligado. A mesma voz gravada da menina da PT. “Não está atribuído”.
“Não é possível. Ainda agora liguei.”
Passado 2 horas, voltou a ligar para outro número da lista, e o mesmo pedido de socorro. Estranho, tão estranho isto.
No dia seguinte tirou folga. Foi ter com um amigo seu na PT.
‘Ouve, diz-me a morada que corresponde a estes números.”
“Mas… Não estão atribuídos!”
‘Diz-me a última morada! É urgente!!”
“Ok, calma. Tenho que ver aqui no computador.. Espera. Parece que todos esses números estão em falta de pagamentos. Eram para ter pago na semana passada. Devem-lhes ter cortado a linha.”
“E o nome?”
“Epá, isso já não te posso dizer! Já estou a quebrar as regras todas daqui! Dou-te a morada e vais com sorte”
“Ok, ok.. dá lá isso..”
A rua era igual. O número da porta também. À excepção do número do apartamento. Todos no mesmo andar. Porta A, Porta B, Porta C.
Sentiu-se puxada por dentro, como se alguém lhe estivesse a arrancar as tripas para fora. Ficou com falta de ar.
“Meu deus, que é isto?”
Levou a mão à testa. O suor escorria. Abeirou-se da janela e abriu-a, não se importando com a chuva e deixando que esta lhe aliviasse a tensão que tinha.
“Tenho de partir. Tenho de ir lá. Alguém precisa de mim… Fodase.”
Tentou resistir. Foi para a bicicleta de ginástica. Pedalou um bocado, mas o peso no coração não se ia embora. Aquela dor de cabeça, os ouvidos estalavam-lhe.
Inconscientemente, pegou na mala e saiu.
“Para onde estou a ir?”
Os pés dirigiram-na. Atravessou ruas e avenidas até chegar à estação. Ficou na fila à espera de ser atendida. Não conseguia ir embora. Era uma estátua ali. Via as pessoas num movimento estranho, muito rápido. Parecia que estava a mais naquele local.
O recepcionista deu-lhe o bilhete. Pegou nele, sentou-se nos bancos à espera que o comboio chegasse. As pessoas à sua volta gritavam, tocavam viola, pediam-lhe esmola. Indiferente. “Porquê eu?”
A viagem foi longa, monótona. Dois dias de trabalho perdidos. Pelo menos.
A cidade era grande, estranha, cinzenta, feia. Foi perguntando às pessoas onde era aquele prédio que a chamava com tanta intensidade. Já era impossível desistir naquele momento. Sotaque estranho, estas pessoas.
Chegou à porta. Olhou para cima. Enorme. Alto. As pernas tremiam-lhe e teve um acesso de vertigem. Vertigem invertida, como se a estivessem a pôr de pernas para o ar. A porta da rua aberta. Um aviso na porta “Se acha que é bom, deixe a porta aberta”. Ela também deixaria.
Cheirava mal. A sujo. O elevador estava no rés-do-chão. Entrou naquele cubículo de 1.5 por 1.5 metros e aguardou a chegada ao quinto andar. Uma sacudidela forte, escuro. Demorou 2 segundos até perceber que o elevador tinha encravado. Bateu na porta. Chamou por socorro. Alto, muito alto. Ninguém a ouvia.
“Socorro, SOCORROOOOOOOO!!!”
O cubículo tornava-se maior no escuro. Apalpando, sentou-se num cantinho seco. A voz já estava rouca de tanto gritar. Não tinha mais forças. O telemóvel não tinha rede ali.
Tirou a garrafinha de água da mala e bebeu as gotas que lhe restavam. “Acabou-se..”. Foi enfraquecendo, o coração batia com menos força.
Ouviu uma voz ao longe..
“Obrigado. Assim já tenho companhia para a eternidade. Vieste e ajudaste-me. Seja Bem Vinda”

A vantagem ou desvantagem do Feriado Nacional (5 de Outubro) calhar num Domingo é que não se notam diferenças nenhumas. Quem tem que trabalhar, trabalha. Quem fica em casa aos Domingos, fica à mesma. That's all for today Folks.
Happy Moments...

Outro Canito...

Tartaruga...

Fotografias de Jim Dratsfield - Petography

Hoje é o Dia Mundial do Animal.
No dia em que é lembrado o respeito pelos animais, vi um gato com uma perna partida. Provavelmente do choque com um carro. Ou por maldades. De qualquer das formas, uma perna partida não é qualquer coisa natural. Ainda o tentei apanhar, mas ele fugiu, escondendo-se sob todos os carros que estavam estacionados na zona. Mesmo com a perna partida, tinha 1 pata (uma perna ;) a mais do que eu. Resultado, não o consegui apanhar sozinho. Talvez se fossem duas pessoas conseguisse.
Mas fiquei a pensar no gato. Fiquei a pensar nos animais que todos os dias são abandonados por donos que se fartaram deles. Lembrei-me de pessoas que tratam mal os gatos, cães, ratos de estimação. E recordei-me de outras que derramam um rio de lágrimas quando lhes morre o Kiki, ou o Bobby, ou o Tareco.
E conclui que aquelas pessoas que tratam mal os animais, devem-se estar a vingar de alguma coisa que elas próprias sofreram. São sádicas. Perversas. Más. E de gente má está o mundo cheio. De cientistas que fazem experiências horríveis em chimpanzés, que "descascam" o crânio a gatos, que submetem vacas e galinhas a luz artificial 24 sobre 24 horas. Dizem que é para o nosso interesse, para a melhoria da nossa saúde, da nossa alimentação, dos nossos cosméticos (incluindo champôs e pastas de dentes).
Alguém pergunta ou pensa nos interesses dos animais, dessa "gente" maquiavélica??

Apavorado acordo, em treva. O luar
É como o espectro do meu sonho em mim
E sem destino, e louco, sou o mar
Patético, sonâmbulo e sem fim.
Desço na noite, envolto em sono; e os braços
Como ímãs, atraio o firmamento
Enquanto os bruxos, velhos e devassos
Assoviam de mim na voz do vento.
Sou o mar! sou o mar! meu corpo informe
Sem dimensão e sem razão me leva
Para o silêncio onde o Silêncio dorme
Enorme. E como o mar dentro da treva
Num constante arremesso largo e aflito
Eu me espedaço em vão contra o infinito.
Vinicius de Moraes, 1938
P.S. Agradeço imenso a Susana Moraes, responsável pelo site Vinicius de Moraes e que organizou toda a sua antologia de textos.. Um abraço, Susana! :-))

Isto é assim. Durante os meus dias de folga esteve chuva, frio, desagradável, não dava vontade sequer de sair de casa. Hoje fui para o trabalho debaixo de sol intenso, quentinho. Ainda tive a consciência de levar uma camisola para o caso esfriar um pouco, mas não. Lá estava ele a rir-se de todos os que tiveram folga e que iam trabalhar hoje encafuados num sítio em vez de irem à praia, ao parque com os filhotes.
Cheguei à conclusão de que São Pedro é um gajo com um sentido de humor deturpado.
Ah! Já podem enviar as vossas sugestões directamente deste blog. À vossa direita encontram um formulário de email ;-))
Fico à espera.
"Para um Homem realmente entender a rejeição, ele tem de primeiro ser ignorado por um gato"
Os gatos armam em maus às vezes e viram-nos costas, quando se zangam... Falo por experiência própria, claro ;-)

Acho ridículo o controle que alguns homens teimam em ter sobre as mulheres e vice-versa.
Em vez de se considerarem como dois seres únicos, duas almas únicas que por acaso se juntaram neste teatro da vida, consideram-se um único ser, sendo aquele período em que um dos elementos está a trabalhar, a estudar, no WC, apenas um sacrifício pequeno.
Mas não permitem ter vida exterior. A vida de casal torna-se numa esfera opaca, invisível para os outros mas bem constrangedora para quem está nela.
O namorado de uma amiga minha não "permite" que ela vá tomar café comigo. Sò se ele fôr também. Perguntei-lhe "E se ela precisa de desabafar com um amigo?", resposta "Ela só pode desabafar comigo".
Chamei-lhe machista, controlador de mentes, bruto e insensível. Mas isso não serve de nada. Quem está por fora pouco ou nada pode fazer... Só a ela resta ter um pingo de reacção e reagir de uma vez por todas.
- Vou tomar café com quem quiser!!
- Não, já chega quando vais trabalhar!!! O teu lugar é aqui ao meu lado, juntos, para sempre!
- Eu preciso de falar, de desabafar, rebento assim!
- Não rebentas, está tudo bem entre nós, não vês que está?
- Não está! Preciso de sair sozinha, de respirar sozinha, de desabafar, dos meus amigos, de ideias diferentes, de sítios diferentes!
- CALOU! Ficas aqui e se quiseres ir tomar café, eu vou contigo!! Nem penses em ir sozinha ter com um amigo teu! Era o que faltava! Ainda dizem que andas a pôr-me os cornos!!
- Mas...
- XIU! Vai já para o quarto antes que te dê porrada.
Ou porrada ou qualquer coisa.
Mas tenho a certeza de que ela chora muito. Sinto-o. Talvez quando ele está a dormir, talvez no trabalho, algures. Mesmo que seja só por dentro. Ninguém pode retirar a liberdade a ninguém!
Já é hora de dormir. Para os mais adultos que se deitam assim tão tarde devia haver um programa dos Patinhos em formato Porno... Talvez lhes atiçasse os apetites para coisas bem carnais na cama.. ou no sofá.
Estou a delirar. Doem-me os olhos desta luz de monitor. Estão a dar gazelas no canal National Geographic. Acho que o que faço melhor é mesmo ir dormir.